Como quem escreve com sentimentos

Estou sujeito ao tempo sou este momento
perguntam-me quem fui e permaneço mudo
o tempo poisa-me nos ombros em relento
partiu no vento essa mulher e perdi tudo
Já não virá ninguém por muito que vier
em vão esperei a rosa da minha roseira
quando um pássaro sai dos olhos da mulher
é porque ela é de longe e não da nossa beira
Resta-me um sonho desconexo e desconforme
Na haste da camélia que o vento quebrou
jamais a vida branca como ela dorme
Eu era essa camélia e nunca mais o sou
A minha vida é hoje um sítio de silêncio
a própria dor se estreme é dor emudecida
que não me traga cá notícias nenhum núncio
porque o silêncio é o sinónimo da vida
...
Ruy Belo
Labels: feelings, photo by Olbinski, poetry, Ruy Belo









O TREVINHO já está na rua
e a Raríssimas precisa da ajuda de todos para que a “Casa dos Marcos”
seja uma realidade.
Por cada TREVINHO que compra
estará a contribuir com 4€
para construção de uma residência
para jovens com deficiências mentais e Raras.
Pode encomendá-lo directamente no
