Friday, January 12, 2007

SONETO DE SEPARAÇÃO




De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Morais - Antonio Carlos Jobim

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7 moonlovers:

Blogger AMMedeiros said...

Às vezes é mesmo assim, ou parece ser mesmo assim...

Um beijo

Friday, January 12, 2007 5:30:00 pm  
Blogger Lua Obscura said...

Um abraço da Lua

Friday, January 12, 2007 7:35:00 pm  
Blogger João Barbosa said...

é, de facto, um soneto: duas quadras e dois tercetos ;-)
Belo. bjs

Friday, January 12, 2007 9:56:00 pm  
Blogger Moonlover said...

Pois é Ana as vezes (muitas) é mm assim, beijos.

Saturday, January 13, 2007 1:55:00 am  
Blogger Moonlover said...

Lua bemvinda ao Moonlover :)
beijos lunares

Saturday, January 13, 2007 1:56:00 am  
Blogger Moonlover said...

João! vejo que percebes de sonetos;)))

Saturday, January 13, 2007 2:00:00 am  
Blogger azzrael said...

Muito bonito, muito sentido e com muito de verdadeiro!

Saturday, January 13, 2007 7:06:00 pm  

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